Na presença de Jesus


Olá pessoal! Bom dia!

Passando para compartilhar com vocês um artigo que encontrei no Fórum Espírita que relata uma pequena passagem do livro psicografado por Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Hilário Silva, do livro A Vida Escreve,

A todos uma boa leitura!

Na presença de Jesus

Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação.

Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia… Subia sempre. Respirava outro ambiente. Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que reconheceu em campina verdejante.

Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava, envolvido por doce luz. E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo.

Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista e ficou em silencio, incapaz de voltar ou seguir adiante. Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar…

Grossas lágrimas banhavam-lhe o rosto, quanto adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde. Viu, porém, que Jesus também chorava…

Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse
reconfortar o Amigo Sublime…

Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, atiram-lhe incompreensão e sarcasmo…

Nessa linha de pensamento, não se conteve. Abriu a boca e falou suplicante:
– Senhor, por que choras?
O interpelado não respondeu. Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou:
– Choras pelos descrentes do mundo?
Enlevado, notou que o Cristo agora lhe respondia ao olhar. E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima:
– Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor, Choro por todos que conhecem o evangelho, mas não o praticam…

Eurípedes não saberia descrever o que se passou então. Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que resposta lhe trouxera, desceu, desceu… E acordou no corpo de carne.

Era madrugada. Levantou-se e não mais dormiu.

E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até a morte.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s